Perguntas frequentes
 

 

O que é o afixo?

Podemos considerar que o afixo é a assinatura do Criador nos seus cachorros. O Afixo é um nome exclusivo do Criador e este, acompanhará os seus cachorro para sempre. No meu caso, os cachorros terão um nome, seguido do meu afixo “Casa d’el Mar” (Ex: João António da Casa d’el Mar), afixo esse, aprovado e reconhecido pelo Clube Português de Canicultura e pela Federação Cinológica Internacional. O criador ao utilizar o afixo nos seus cachorros, mostra que tem orgulho no seu trabalho, ao contrário de muitos que criam no anonimato, sem “assinar” os seus cachorros, talvez com receio de que mais tarde lhes venham pedir contas pelo seu (mau) trabalho.


O Criador, aquando da visita, não tinha o pai da ninhada. Não será um mau sinal?

Não é mau sinal, antes pelo contrário, poderá ser indicador de que o Criador se interessa por criar cada vez melhor. É com frequência que se encontram anúncios que dizem “Pais à vista”, estes sim, são de desconfiar, porque em grande parte dos casos, as pessoas não se preocupam com a qualidade dos cachorros, preocupam-se sim em realizar uns “cobres”. Muitos Criadores utilizam machos de fora, machos esses com provas dadas em exposições e não só. Criadores que procuram criar com qualidade, recorrem aos melhores machos, independentemente de onde estes se encontram. No entanto, o Criador não terá qualquer problema em facultar a morada do pai da ninhada de modo a poder visitá-lo, caso seja de sua vontade.


O que é o LOP?

LOP significa, Livro de Origens Português. Este Livro está a cargo do Clube Português de Canicultura e é o único livro genealógico canino português reconhecido pela FCI, AKC e KC. Para constar neste, é necessário que os pais do mesmo estejam inscritos no LOP. Neste documento encontramos ascendência conhecida até a terceira geração (pais, avós e bisavós). De salientar também que, o LOP é a única prova que atesta a pureza do cachorro.


Qual o objectivo de frequentar exposições?

Um criador que se interesse pela raça de sua eleição, participa em exposições. É aqui que ele mostra o seu trabalho, é aqui que ele vai ter o parecer de um especialista na raça e saber assim, se está no bom caminho, ou seja, saber se está a criar cachorros o mais próximo possível do estalão da raça. Nas exposições há também a troca de opiniões entre criadores. É nas exposições que podemos seleccionar o par para a próxima ninhada pretendida. Desconfie do Criador que “foge a sete pés” das exposições.


Porque não é aconselhável a compra de cachorros em lojas?

Os cachorros devem ser adquiridos num Criador especialista dessa raça. Este deve demonstrar vontade em acompanhar o cachorro, tirar dúvidas aos novos donos, etc. É importante também conhecer as instalações, o ambiente em que os cachorros são criados, a higiene, os progenitores, pelo menos a mãe, uma vez que grande parte dos Criadores recorre a machos de fora.

Ao adquirir o cachorro em uma loja, não fica a saber nada do que referi acima. Não saberá nada sobre a sua proveniência, não saberá quem são os pais, não saberá em que ambiente os cachorros foram criados, não terá ninguém disponível para lhe tirar dúvidas que apareçam. De notar também que, um bom Criador, JAMAIS vende seus cachorros a uma loja. Um bom Criador precisa conhecer os futuros donos de modo a avaliar as suas condições antes de deixar sair um cachorro que viu nascer e cuidou pelo menos durante dois meses.


Porque há tanta discrepância nos preços praticados pelos criadores?

Para se ter bons cachorros, é necessário seleccionar os progenitores (utilizar apenas reprodutores saudáveis, que tenham tido excelentes classificações em exposições e não só), frequentar exposições, fazer exames de despistes de doenças (displasia), proporcionar uma boa alimentação, etc. Tudo isto tem custos, e não são tão poucos como isso. Uma excelente ração tem custos, frequentar exposições também tem custos elevados (inscrições, viagens, alimentação, portagens, etc.). Só para se ter uma ideia, uma cruza com determinado cão de Top, pode chegar a custar mil euros ou mais, valor bem diferente daqueles que cruzam os cães lá de casa ou pedem o “cachorrinho” emprestado ao vizinho e cuja única intenção em grande parte das pessoas que seguem este método, é fazer um dinheirinho extra sem se preocupar com exposições, temperamento, se os mesmos são de qualidade ou sem mesmo fazer exames de despistes de doenças. Cabe a si decidir, se pretende adquirir um “pseudo-labrador” por cento e cinquenta euros, ou se prefere despender um pouco mais por um cachorro de qualidade. Não se esqueça também que, esse companheiro irá fazer parte de sua vida por pelo menos dez/doze anos.


Vítor Neto (Casa d’el Mar)